Guia de Mensagens / Depoimentos
de Presidentes e Ex-Presidentes das Casas de Macau de São Paulo e do Rio de Janeiro, por ocasião da celebração dos
10 anos do estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau - RAEM
nesta página 4 - Frederico Martins (São Paulo) e Mário Carion (Rio de Janeiro)
página 1 - Roberto Collaço (S.Paulo), Júlio Branco (S.Paulo) e Francisco Rodrigues (Rio de Janeiro)
página 2 - Pedro Almeida (Rio de Janeiro) e Armando Sales Ritchie (S.Paulo)
página 3 - Alberto C. Paes D'Assumpção (Rio de Janeiro) e José Augusto Pina (Rio de Janeiro)
(clicar no texto/palavras em azul para acessar/aceder)
Frederico Ernesto S. Martins (São Paulo)

Frederico Ernesto Martins foi presidente da Casa de Macau de São Paulo no período de 1995 a 1998, que além de ter liderado a comitiva de São Paulo para o 2º Encontro, foi na sua gestão que aconteceu a visita oficial do Governador de Macau, Gen. Rocha Vieira. Eis a sua mensagem:
"No geral, Macau evoluiu bem nos ultimos 10 anos após a
entrega com forte apoio do Governo Central que permitiu que a RAEM tivesse
um óptimo desempenho económico com excessiva concentração no setor de
jogo o que é ruim para a ecomomia local. Mais de 60% das receitas são
provenientes do jogo.
Além desta situação, a RAEM tomou a decisão de promover a escolaridade gratuita
de quinze anos mas não protegeu o ambiente de Macau e não protegeu o
direito à habitação que se tornou muito cara. A maioria da população não conseguiu
partilhar do boom económico durante estes anos. Houve sem duvida um
forte progresso mas quem mais lucrou foram os donos dos casinos.
Gostaria de frisar que a RAEM soube por bem respeitar a identidade multiracial
de Macau e a China soube que a presença portuguesa em Macau é importante
para a sua especial identidade dando aos macaenses a oportunidade de continuar
a viver em Macau.
Antes da transição, muitos macaenses deixaram Macau mas estão retornando devido
ao progresso. Com a atual administração chinesa, os macaenses sentem-se
da mesma forma amparados pois não houve grande diferença na época
da colonização portuguesa."
Frederico Ernesto S.Martins
Mário Antonio Collaço Carion (Rio de Janeiro)

Mário Antonio Collaço Carion foi presidente da Casa de Macau do Rio de Janeiro no período de setembro 1993 a setembro 1994. Desenvolveu junto com a diretoria planos que objetivaram ações de curto, médio e longo prazo tais como: o reconhecimento da Casa de Macau do RJ junto às entidades de Macau e obtenção da sua sede. Eis a sua mensagem:
“Com o advento da transferência para Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China (RAEM) e atuando sob os princípios do Governo Popular Central Chinês da RPC de "um país, dois sistemas", me pareceu no primeiro momento uma administração de difícil gestão. O sentimento naquela ocasião da transferência era de que perderíamos a nossa identidade. Após os dez anos de RAEM sob o comando de “Gente de Macau" , possuindo um elevado grau de autonomia, que combateu ferozmente e com êxito contra o crime organizado pelas tríades, com o apoio do Governo Central da República Popular da China.
A liberalização parcial do jogo, devido ao fim do prazo da concessão do monopólio deste segmento econômico , foi de grande importância à companhia de cassinos. Esta liberalização, aliado ao aumento do turismo, causou um grande e acelerado crescimento econômico jamais visto em Macau.
Entretanto, com todas estas mudanças, sem mencionar dos problemas pontuais, Macau não perdeu as características de coexistência harmoniosa e de intercâmbio multicultural, e consequentemente, um sítio onde se convergem muitos valores tais como: costumes, crenças religiosas, tradições e estilos arquitectônicos. Esta característica única e própria de Macau, tendo os macaenses, uma das maiores heranças deixadas pela multissecular administração portuguesa de Macau, têm a sua própria cultura e maneira de viver, distinta quer da dos portugueses quer da dos chineses. Tudo isto é fruto do longo e histórico convívio, coexistência e intercâmbio entre as culturas ocidental e oriental.
A preservação dos seus sistemas político-econômico-financeiro e das suas especificidades durante pelo menos mais 40 anos, isto é, pelo menos até 2049, a qual desejamos que perdure para sempre , será o fator de sucesso para mantermos a nossa identidade.”
Mário Antonio Collaço Carion
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Exposição Virtual de Fotografia
Sala 3
"A Macau que vi nos 10 anos da RAEM"
Visitei-a várias vezes, sempre à procura de novos ângulos fotográficos da minha terra natal. Encontrei o novo mas feliz que o velho ainda estava lá, e a minha câmera não cansava de disparar
fotógrafo Rogério P.D. Luz













