Igrejas Católicas de São Paulo - 1

 

Basílica do Beato José de Anchieta

A Basílica do Beato José de Anchieta, localiza-se na cidade de São Paulo, Brasil, mais precisamente no Pátio do Colégio, local onde em 25 de janeiro de 1554 foi fundada a cidade.

Em 1554, o padre Anchieta, após expedição que partiu do litoral, decidiu construir neste local uma dependência para servir de alojamento e colégio para catequização dos índios, fundando assim a cidade de São Paulo. Funciona no local o Museu Padre Anchieta.

Dentro da Basílica, existe um oratório que abriga as vestimentas de José de Anchieta, além de seu próprio fêmur.  Ao lado da Basílica existe um museu, denominado Museu Padre Anchieta, que abriga quadros, textos e objetos sobre a história de São Paulo, e a catequização do índios no Brasil.

O Pátio do Colégio é o marco inicial no nascimento da cidade de São Paulo. O local, no alto de uma colina entre os rios Tamanduateí e Anhangabaú, foi o escolhido para iniciar a catequização dos indígenas.

Em 25 de janeiro de 1554 foi realizada diante da cabana coberta de folhas de palmeira ou de sapê de cerca de 90 m² - ou, como descrita por Anchieta, de 10 por 14 passos craveiros (passo craveiro era uma medida linear portuguesa) - a missa que oficializou o nascimento do colégio jesuíta. Em 1556 o padre Afonso Brás, precursor da arquitetura brasileira, foi o responsável pela ampliação da construção original, que recebeu oito cubículos para servir de residência aos jesuítas. Brigas entre os colonos e religiosos culminaram na expulsão dos jesuítas do local em 1640, para onde só retornariam treze anos mais tarde. Na segunda metade do século XVII é erigida a terceira edificação, de taipa de pilão.


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Igreja do Carmo

A Igreja da Ordem Terceira do Carmo, também chamada de Capela da Venerável Ordem Terceira do Carmo, ou ainda Capela dos Terceiros do Carmo, localiza-se no centro da cidade de São Paulo, no Brasil. Foi fundada na segunda metade do século XVII por um grupo de leigos, a maioria bandeirantes, como uma capela contígua à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, inaugurada em 1592 e demolida em 1928.

A edificação atual foi erguida em taipa de pilão, entre 1747 e 1758. Entre 1772 e 1802, foi ampliada e ganhou um novo frontispício, executado por Joaquim Pinto de Oliveira, o “mulato Tebas”, escravo do mestre-de-obras Bento de Oliveira Lima, responsável por outras obras da arquitetura religiosa da São Paulo colonial. Em 1929, o templo passou por uma ampla reforma, sendo parcialmente reconstruído.

A Igreja do Carmo abriga um representativo conjunto da arte colonial paulista, destacando-se as pinturas dos tetos da capela-mor e do coro, de autoria do mestre ituano Frei Jesuíno do Monte Carmelo, além do altar rococó do século XVIII e painéis do demolido Recolhimento de Santa Teresa. É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo órgão congênere do município (CONPRESP)

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Capela de Santa Luzia

Mais conhecida como Capela de Santa Luzia,  mas que tem o nome completo de Capela do Menino Jesus e Santa Luzia, foi inaugurada em 13 de Dezembro de 1901 na antiga Chácara Tabatinguera, em São Paulo, de propriedade de Dona Anna Maria de Almeida Lorena Machado, numa época em que ela mandou abrir ruas nas suas terras, como a Conselheiro Furtado e Conde Sarzedas.  Após a sua morte em 1903,a capela foi doada pelos herdeiros à Cúria Metropolitana.

Fica localizada na Rua Tabatinguera, logo no início no nº 104, ao lado da Praça João Mendes, no centro de São Paulo, próximo do antigo Palácio do Conde de Sarzedas, hoje o Museu do Tribunal de Justiça de São Paulo, que contrapõe ao seu fundo, o moderno edifício envidraçado da instituição.

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Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte

A Igreja de Nossa Senhora de Boa Morte data de 1810 e foi construída num terreno que foi comprado pela Irmandade de Homens Pardos de Nossa Senhora de Boa Morte quando São Paulo ainda era uma aldeia. É uma das poucas remanescentes na cidade do estilo barroco colonial  paulista.  O nome “Boa Morte” deriva do pedido que os escravos que iram ser enforcados no Largo da Forca, no bairro de Liberdade, faziam a Nossa Senhora e a Igreja ficava no caminho do trajeto deles para a morte..

Entre as belas imagens, pode-se ver a do Cristo, por volta do século XVI,  que foi trazida do Pátio do Colégio (veja foto).

Sofreu uma reforma em 1984, mas devido aos problemas com cupins e o mofo, foi fechada em 2005 e a restauração durou 3 anos, iniciando-se em 2006, e  reaberta em 2009.  Hoje é tombada como patrimônio histórico.

A Igreja também é conhecida como a primeira de São Paulo em que brancos e negros sentavam-se juntos.  A sua reforma foi bancada pela iniciativa privada e o Estado e o seu espaço também passou a ter atividades culturais, como apresentação de corais.

Fica localizada na Rua do Carmo, esquina com a Rua Tabatinguera, no centro de São Paulo, próximo à Praça da Sé.

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série Igrejas Católicas do Mundo - Brasil

fotografias de/photos by Rogério P.D. Luz

"Pateo do Collegio"

O Pátio do Colégio foi sede do governo paulista entre os anos de 1765 e 1908, após a apropriação do local pelo Estado, servindo como Palácio dos Governadores, devido à expulsão dos jesuítas de terras portuguesas, determinada pelo Marquês de Pombal em 1759. O antigo casarão colonial foi completamente descaracterizado por profundas reformas durante todo esse período, sobretudo no último quartel do século XIX.

Há fragmentos de uma parede do antigo colégio dos jesuítas na edificação atual, que procura simular a original seiscentista, visto que em 1896 a igreja foi demolida e o Palácio dos Governadores foi derrubado por volta de 1954, sendo inaugurado o conjunto no formato atual em 1979.  Abriga o Museu Anchieta.

Diocese da igreja: Arquidiocese de São Paulo

Localização:     Largo Pateo do Collégio, 01 - Sé (Centro Velho), São Paulo -  Brasil

Data da construção:  1554-1556

Igreja do Carmo

Diocese da igreja:  Arquidiocese de São Paulo

Localização:  Avenida Rangel Pestana, nº. 230 - Centro, São Paulo  Brasil

Data da construção:  original: 1676-1691

atual: 1747-1758

* Na época (12/Maio/2010) da fotografia, as pinturas do teto da Igreja encontravam-se em restauração

ensaios fotográficos em 12/Maio/2010

fonte de dados: Wikipedia


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