Igreja de São Domingos e o seu Museu de Arte Sacra

A Igreja de São Domingos, de nome completo "Igreja do Convento dos Dominicanos de Nossa Senhora do Rosário", foi fundada em 1587 por frades dominicanos espanhóis oriundos de México (uma antiga colónia espanhola). Hoje, esta igreja tem ligações com a Confraria de Nossa Senhora do Rosário. A população local chinesa chama-lhe de "Pan Cheong Miu" (Pagode de tábuas de madeira) porque, originalmente, este local de culto era construída em madeira. Foi substituída pela actual construção de tijolo, no séc XVII. O primeiro jornal português de Macau e também o primeiro jornal da Historia moderna da China, "A Abelha da China", foi precisamente publicado nesta igreja, em 12 de Setembro de 1822.

Desde 1929, com a introdução do culto à Nossa Senhora de Fátima, anualmente, a 13 de Maio, sai desta igreja uma procissão (a "Procissão de Nossa Senhora de Fátima") que se dirije até à Ermida de Nossa Senhora da Penha. Foi através desta igreja que o culto de Nossa Senhora de Fátima se expandiu e popularizou em Shiu-Hing, Timor, Malaca e Singapura.  A fachada principal da Igreja é imponente, de cor amarelo claro e decorada por frisos delicados pintados a branco, colunas de inspiração coríntia e janelas pintadas a verde com persianas.

A igreja é composta por uma nave, uma capela-mor, uma torre sineira de três pisos e um coro-alto na entrada. O interior da Igreja está dividido em três secções por duas filas de colunas brancas de inspiração coríntia, ligadas por arcos. Existem galerias cravadas nas paredes da igreja. No grande altar barroco, decorado em talha dourada, há uma estátua branca e creme da Virgem Maria e do Menino Jesus e há também pinturas de Cristo, de São Domingos (fundador dos dominicanos) e de Santa Catarina de Sena (uma das padroeiras da Diocese de Macau). A igreja tem uma boa colecção de santos esculpidos em marfim e madeira. Resumidamente, esta igreja é um belo, imponente, elegante, solene e majestoso edifício de estilo barroco.A igreja foi completamente restaurada e reaberta em 1997, com um novo Museu de Arte Sacra, instalado em três andares do renovado campanário e da torre sineira. 

Um museu de arte sacra situado na torre da igreja exibe uma coleção de mais de 300 artefatos católicos macaenses.

A Igreja de São Domingos é incluído na Lista dos monumentos históricos do "Centro Histórico de Macau", por sua vez incluído na Lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO. (fonte: Wikipedia)

(em breve - novo álbum com mais fotos)

Ruínas de São Paulo / Igreja da Madre de Deus

As Ruínas de São Paulo, juntamente com a Fortaleza do Monte, estão incluídos na Lista dos monumentos históricos do "Centro Histórico de Macau", por sua vez incluído na Lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO. Pode-se considerar que esta imponente estrutura é o símbolo máximo da cultura ocidental-cristã em Macau.

Segundo o "Atlas mundial de la arquitectura barroca" (uma publicação da UNESCO em 2001), a fachada da Igreja, juntamente com o Igreja de S. José, é um exemplo único da arquitectura barroca na China. As Ruínas de S. Paulo são um dos melhores exemplos do valor universal excepcional de Macau.

As Ruínas de São Paulo, mais concretamente a Igreja da Madre de Deus (ou Igreja de São Paulo), foram classificadas, em 2009, como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.

A Igreja da Madre de Deus, também chamada vulgarmente de Igreja de São Paulo, foi construída em 1565, em anexo ao Colégio Jesuíta de São Paulo, a primeira instituição universitária de tipo ocidental no Oriente. A igreja, excepto a fachada, era construída em "taipa" e em madeira e, de acordo com os registos, ela estava ricamente decorada e mobilada.

Em 1595, um incêndio causou algumas danificações à Igreja e ao Colégio. O colégio foi rapidamente reconstruído, mas a Igreja só acabou de ser reparada em 1602. Após as grandes reparações, ela tornou-se numa bela e grandiosa basílica. Naquela altura, ela era a maior igreja católica do Extremo Oriente e era muitas vezes chamada de "Vaticano do Oriente". Uma inscrição em latim, à esquerda da base da fachada, confirma esta data de reconstrução: "Ano de 1602, Macau dedica à Santíssima Virgem Maria". Em 1603, entrou de novo em serviço. Em 1835, entre as 18h00 e as 20h15, um violento incêndio, começado nas cozinhas do Colégio, alastrou-se rapidamente, destruindo completamente o Colégio e a Igreja. Apenas a elegante e grandiosa fachada de granito é que escapou à destruição. Alguns dizem que no facto de a fachada conseguir escapar à destruição foi um autêntico milagre de Deus. A Igreja nunca mais foi reconstruída.

A fachada (uma das duas partes restantes da Igreja) só foi concluída em 1640. Esta fachada de granito, foi trabalhada, durante muitos anos, por cristãos japoneses exilados e artistas locais, sob a orientação do jesuíta italiano Carlo Spinola. Tem 23 m de largura e 25,5 m de altura. Esta fachada foi construída com base no conceito clássico da divina ascensão, por isso está dividida em 5 níveis horizontais encimados por um frontão triangular. Cada nível da fachada representa um determinado estado de ascensão ao Paraíso. O frontão (o quinto nível) simboliza o último estado da divina ascensão - o Espírito Santo. A fachada, imponente e magnífica, é de estilo maneirista/barroco, mas também apresenta estilos da ordem jónica, da ordem coríntia e da ordem compósita. É ricamente decorada com imagens bíblicas, representações mitológicas, símbolos do Paraíso e da Crucificação, inscrições religiosas em chinês, crisântemos japoneses, uma caravela portuguesa, leões chineses, esculturas e estátuas de bronze com imagens dos fundadores da Companhia de Jesus (Santo Inácio de Loyola, São Francisco de Borja, São Francisco Xavier e São Luís Gonzaga), da Virgem Maria, do Menino Jesus, de anjos e de demónios.

Esta fachada reflecte uma fusão de influências à escala mundial, regional e local. Ela é uma peça arquitectónica muito rara e apresenta elementos de influência europeia, chinesa, japonesa e de outras partes da Ásia. É considerada como um verdadeiro sermão em pedra, ensinando as pessoas, através de imagens e de algumas inscrições em chinês e em latim, a Palavra de Deus. Actualmente, a fachada de São Paulo é um dos símbolos e centros turísticos de Macau. Funciona também simbolicamente como o altar da Cidade. (fonte: Wikipedia)

No álbum de fotos abaixo,  inclui o entorno que tem um antiquíssimo templo chinês


St. Dominic´s Chrch

St. Dominic's Church, situated in the Largo de São Domingos near Leal Senado, is a Catholic church in the former Portuguese colony of Macau, now a special administrative region in China. The church was built in 1587 by three Spanish Dominican priests, and it was where the first Portuguese newspaper, A Abelha da China (The China Bee), was published on Chinese soil in 1822. The church is now part of the UNESCO World Heritage Site Historic Centre of Macau.(Wikipedia)

Built by Dominican priests in 1587, this was the first church to be built in China, and was originally constructed from wooden slats. The design of the the church is sumptuous, the Baroque altar being particularly magnificent. A museum to the side of the church holds a collection of over 300 Macanese Catholic artifacts.

Ruins of St. Paul's

The Ruins of St. Paul's (Portuguese: Ruínas de São Paulo) refer to the façade of what was originally the Cathedral of St. Paul, a 17th century Portuguese cathedral in Macau dedicated to Saint Paul the Apostle. Today, the ruins are one of Macau's most famous landmarks. In 2005, the Ruins of St. Paul were officially enlisted as part of the UNESCO World Heritage Site Historic Centre of Macau.

Built from 1582 to 1602 by the Jesuits, the cathedral was the largest Catholic church in Asia at the time, and the royalty of Europe vied with each other to bestow upon the cathedral the best gifts. With the decline in importance of Macau, which was overtaken as the main port for the Pearl River Delta by Hong Kong, the cathedral's fortunes similarly ebbed, and it was destroyed by a fire during a typhoon in 1835. The Fortaleza do Monte overlooks the ruin.

The ruins now consist of the southern stone façade — intricately carved between 1620 and 1627 by Japanese Christians in exile from their homeland and local craftsmen under the direction of Italian Jesuit Carlo Spinola — and the crypts of the Jesuits who established and maintained the Cathedral. The façade sits on a small hill, with 66 stone steps leading up to it. The carvings include Jesuit images with Oriental themes, such as a woman stepping on a seven-headed hydra, described by Chinese characters as ' Holy Mother tramples the heads of the dragon'. A few of the other carvings are the founders of the Jesuit Order, the conquest of Death by Jesus, and at the very top, a dove with wings outstretched.

 Resisting calls for the dangerously leaning structure to be demolished, from 1990 to 1995 the ruins were excavated under the auspices of the Instituto Cultural de Macau to study its historic past. The crypt and the foundations were uncovered, revealing the architectural plan of the building. Numerous religious artifacts were also found together with the relics of the Japanese Christian martyrs and the monastic clergy, including the founder of the Jesuit college in Macau, Father Alessandro Valignano. The ruins were restored by the Macanese government into a museum, and the facade is now buttressed with concrete and steel in a way which preserves the aesthetic integrity of the facade. A steel stairway allows tourists to climb up to the top of the facade from the rear. It is customary to throw coins into the top window of the ruins from the stairs, for luck. (Wikipedia)


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